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Lucio Bernardo Jr. Ele manda no feudo dos Correios
Investigação de fraude em um contrato de 850 milhões engatilhado nos Correios, uma história de estranhas demissões e de disputas no partido

Doido para concorrer a presidente no ano que vem, Henrique Meirelles comenta por aí que o líder do seu partido, o PSD, Gilberto Kassab, “tem expressado apoio à hipótese de uma candidatura minha”.

Criador em 2011 de uma sigla que não é “nem de direita, nem de esquerda, nem de centro” – com 17 milhões de reais em grana suja da Odebrecht, segundo a Procuradoria-Geral da República –, Kassab é matreiro e faz aliados soprarem que apoiar o tucano Geraldo Alckmin é outra opção do PSD para 2018.


Não se sabe ao lado de quem Kassab estará na próxima eleição – na anterior, foi um dos únicos a “roubar” verba de campanha, segundo um criminoso delator da JBS, Ricardo Saud. Sabe-se, porém, que hoje controla um feudo, os Correios, palco de uma denúncia de propina e de demissões mal contadas, em uma aparente briga intestina no PSD.

Os Correios subordinam-se ao ministério de Kassab, o da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e desde o início do governo Temer tem vários indicados do ministro em postos-chave, a começar por seu presidente, o ex-deputado Guilherme Campos, um amigo de três décadas do criador do PSD.


A fraude denunciada atinge um contrato milionário planejado por Campos e pelo agora ex-diretor de Finanças da estatal Francisco Arsênio de Mello Esquef, desligado em outubro, por causa das suspeitas, ao que parece.

Foi enviada em agosto ao presidente do Tribunal de Contas da União, Raimundo Carreiro, e levou à abertura em setembro de uma investigação do TCU que corre sob sigilo, a 026.092/2017-A, aos cuidados da ministra Ana Arraes.


Saud, criminoso delatorCartaCapital obteve a denúncia. A tramoia ocorreria no coração dos negócios dos Correios, os serviços postais. O acordo suspeito prevê, entre outras coisas, a substituição da entrega de correspondências em papel despachadas por grandes clientes da estatal pelo envio digital. No lugar de caminhões, aviões e carteiros com encomendas pelo País, e-mails, por exemplo. Um serviço postal eletrônico.


Para levar o plano adiante, os Correios fariam uma sociedade com uma empresa de tecnologia. Seria a Nexxera, de Santa Catarina, estado de um governador fiel a Kassab, Raimundo Colombo, do PSD. Uma escolha sem licitação. A lei admite seleção sem concorrência caso o contratado tenha especialização reconhecida na área e preste serviços na atividade finalística do contratante. Essa última permissão é recente, da era Temer, e recebe senões do TCU.


A denúncia feita ao TCU em agosto, a apontar os patronos da tramoia nos Correios, Campos e Esquef

Tudo uma grande bandalheira, no caso Correios-Nexxera, diz a denúncia ao tribunal. “A parceria não foi demandada pela área operacional, o que é de praxe, nem pela área de TI (…) Nasceu do nada na área financeira”, nem sequer havia “parecer jurídico”. A grana envolvida é alta, 850 milhões de reais. Seria o valor pago pelos Correios à Nexxera por um trato de 12 meses.

É quase 5% do faturamento da estatal em 2016, para gastar num único contrato. E umas oito vezes a receita anual da firma catarinense em 2015 e 2016. O negócio seria movido a suborno. A Nexxera teria oferecido “propina” a Campos e Esquef, “bem como a participação futura recorrente de 15%” das cotas da sociedade. À reportagem, a empresa disse “desconhecer” investigação do TCU.

A dupla supostamente subornada é unida. E faz tempo. O homem que cuidou do cofre dos Correios de agosto de 2016 até o fim de outubro era apontado por Campos nos corredores como de sua confiança. Em 2004, Campos elegeu-se vice-prefeito de Campinas (SP), seu reduto eleitoral, e fez de Esquef secretário municipal de Finanças em 2005.

Esquef exerceu a mesma função em Campos dos Goytacazes (RJ), sua terra natal, de 2009 a 2011, na gestão Rosinha Garotinho. Caiu por causar um rombo nas contas, razão de seu indiciamento em maio de 2015, pelo promotor Marcelo Lessa Bastos, como responsável a merecer castigo.


Campos, fiel de Kassab

Enquanto cuidou do caixa campista, facilitou uns pagamentos à Odebrecht, a pedido do marido da prefeita, Anthony Garotinho, conforme delação de um dos executivos criminosos da empreiteira, Leandro Azevedo. Com tal CV, não surpreende a denúncia ao TCU dizer que sob Esquef o financeiro dos Correios virou “uma verdadeira zona de negócios ilícitos”. Nem que na estatal há quem jure que a missão dele era arrumar fundos para Campos, Kassab e o PSD.

A denúncia ao TCU, ao que parece, nasceu porque alguém ficou de fora da “zona de negócios ilícitos” e de acertos partidários. Na cópia obtida por CartaCapital o nome do autor está encoberto, e ele pede no documento para ter a identidade preservada. Pelos fatos e a cronologia, é presumivelmente um outro ex-diretor dos Correios da era Kassab--Campos, Paulo Roberto Cordeiro.

Um ex-deputado federal pelo Paraná de 1995 a 1999 que naquela época teve bens bloqueados pelo juiz Sergio Moro por ser sócio num condomínio de luxo de um fraudador de consórcios processado pelo magistrado, Tony Garcia, outro ex-político no Paraná.


Esquef, saiu de fininhoCordeiro comandou a diretoria de Serviços dos Correios de agosto de 2016 a julho de 2017. Kassab mandou demiti-lo em 10 de julho, no ofício 30.486/2017. Por quê? Um mistério que ele não explicou à reportagem. Com sua bênção, Cordeiro fora secretário de Desenvolvimento potiguar em 2015, no início da gestão do governador Robinson Faria, que é do PSD. Durou cinco meses ali.



Saiu quando se soube que era réu por improbidade por um rolo do tempo em que dirigira a ex-estatal de telefonia do Paraná, a Telepar, nos anos 1990, processo arquivado no início de 2017. Kassab tentou salvá-lo na secretaria e ligou para Faria. Sua nomeação nos Correios teve apoio do governador e seu filho, Fabio Faria, deputado federal pelo PSD.


A pista do autor da denúncia, o enrolado ex-diretor CordeiroUm dia após a ordem de Kassab para a degola, o Conselho de Administração dos Correios sentou-se em caráter extraordinário e formalizou a dispensa. Já sem Cordeiro, Campos reuniu sua diretoria em 19 de julho e propôs o acordo com a Nexxera, no relatório 09/2017. Propôs não, “tratorou” os diretores e “encomendou” que fosse providenciado todo o necessário no jurídico e na área operacional, conforme a denúncia ao TCU.

A proposta foi aprovada. Em 1º de agosto, Cordeiro usou a Lei de Acesso à Informação para pedir aos Correios informações sobre o contrato, a ata da reunião da diretoria que o aprovara e o relatório 09/2017. Dias depois, no fim de agosto, o TCU recebeu a denúncia sobre o acordo Correios-Nexxera.

Ela parece ter fundamento. No fim de 2013, a diretoria anterior dos Correios desenhou um contrato de serviços postais eletrônicos com a Valid pelo qual pagaria 200 milhões de reais. Um trato parecido com o da Nexxera por um quarto do valor. Não foi adiante, pois o Ministério da Fazenda barrou. Além disso, Campos e Kassab deram um jeito de Esquef, o da “zona de negócios ilícitos”, sair de cena de fininho dos Correios. Uma aparente cortina de fumaça a esconder a razão verdadeira, a “zona de negócios ilícitos”.


Cordeiro, já se houve com o Moro

Esquef foi exonerado pelo Conselho dos Correios em 25 de outubro. Na véspera, Campos dizia à mídia que o governo queria o cargo para usar em negociações que salvassem Michel Temer na votação pelos deputados da segunda “flechada” da Procuradoria-Geral. Temer escapou em 25 de outubro e, dias depois, corria na imprensa que alguns indicados de Kassab e do PSD no governo perderiam os cargos, pois o partido dera votos a favor da “flechada”.

A saída de Esquef pode ser explicada por negociações do Planalto e por retaliações ao PSD? Ou por “livre nomeação” nos Correios, como disse Campos à reportagem por meio da assessoria de imprensa, mesmo argumento sobre Cordeiro? Difícil.

Não foi retaliação, pois a reunião do conselho que demitiu Esquef durou das 17 às 18h30 de 25 de outubro, antes de a Câmara encerrar a votação que salvou Temer, por volta das 20h30 daquele dia. E não foi negociação com outro partido pois a vaga de Esquef seguiu firme com Kassab e o PSD. Mais firme ainda, aliás.


O pontapé inicial das investigações do tribunal

O novo diretor é amigo e colaborador do ministro, Carlos Roberto Fortner. Juntos, os dois cursaram faculdade, a Politécnica da USP, como Guilherme Campos, aliás, e juntos trabalharam na prefeitura paulistana na gestão Kassab, na qual Fortner ocupou vários cargos. Até mudar-se para os Correios, Fortner era diretor do CNPq, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, nomeado por Kassab.

Apesar da troca no financeiro e da investigação do TCU, Campos não desistiu do trato para serviços postais eletrônicos com a Nexxera. “A documentação requerida pelo TCU já foi encaminhada, aguardando-se o respectivo arquivamento por aquele Tribunal”, disse através da assessoria de imprensa. CartaCapital apurou que outro contrato está no forno, com confecção final executada por Fortner.

Carlos Roberto Fortner, amigo de Kassab, tomou o lugar de Esquef depois de dirigir o CNPqSeus termos reforçam a suspeita sobre o destino de 850 milhões de reais. Os Correios pagariam 200 milhões por semestre, ou seja, metade da quantia planejada originalmente com a Nexxera. Cada FAC, a carta despachada por grandes clientes e que seria convertida em meio eletrônico, custaria de 60 centavos a 1,3 real de repasse à Nexxera. É muito, não? O custo em papel hoje é de 1,6 real. No Postal Saúde, convênio dos funcionários dos Correios, cada conta em papel substituída por digital enviada pelos hospitais sai a uns 4 centavos.

Aliás, o Postal Saúde é alvo de denúncia de cabide de empregos e desperdício de grana com indenizações, formulada por uma das associações dos funcionários, a Anatect, a culpar dois dirigentes indicados por Campos. A mesma entidade anda cabreira: a estatal cedeu a uma operadora de cartão de crédito os dados de seus 115 mil servidores e não cobrou nada.

A mesma operadora oferecera 10 reais à Anatect pela base de 5 mil associados. Que generosidade dos Correios, hein? Ou será que a comissão correu de outra forma? Tem mais: a manobra contábil com os chamados FDCIs que levou à intervenção federal no fundo de pensão nos Correios, o Postalis, em outubro era preparada por Campos para o balanço da própria estatal.

Não para aí: mesmo a operar no vermelho, os Correios gastaram 29 milhões de reais no fim de 2016 com uma consultoria, a Accenture, para refazer projetos de reestruturação deixados não fazia muito por outras duas consultorias. E já há aditivo a caminho. No dia em que a diretoria aprovou contratar a Nexxera, havia um representante da Accenture na reunião.



O feudo de Kassab é um paraíso de histórias estranhas.



Leia a nota dos Correios sobre a reportagem

A respeito da matéria "Zona de negócios ilícitos" (revista Carta Capital 13/12/17), os Correios informam que a nova diretoria enfrenta resistências, ora internas, ora externas, há mais de um ano contra as mudanças propostas para dar sustentabilidade à empresa. Diante disso, a empresa esclarece que:

Por ser uma empresa pública, os Correios têm suas vagas de diretoria e administração preenchidas por recomendações do presidente da República, do Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério do Planejamento e de um representante eleito pelos empregados no Conselho de Administração e pode, a qualquer tempo, exonerar seus dirigentes, uma vez que tais cargos são de livre nomeação e destituição (estatuto social decreto 8016/13, lei 13.303/2016 artigo 17).

Quanto à representação oferecida ao Tribunal de Contas da União, TCU, sobre supostas irregularidades na contratação da empresa Nexxera, é importante destacar que até o presente momento não existe contrato entre as partes, mas apenas um processo de construção de uma parceria com medidas para modernizar a empresa frente ao mundo digital com ampla participação de todas as áreas da empresa para atender demanda pendente desde 2009 e que, por iniciativa da própria direção dos Correios, foi levada previamente aos órgãos de aprovação (TCU e Advocacia Geral da União) para garantir transparência, sendo recebida e elogiada inclusive pelos dois órgãos.

A empresa repudia o termo "tramoia" utilizado para abordar o contrato de serviço postal eletrônico, pois trata-se de medida alternativa para o mercado postal tradicional, cujo volume cai a cada ano. Este serviço hoje faz parte da estratégia dos Correios por estar alinhado às diversas soluções de comunicação digital existentes (aplicativos de mensagens instantâneas) com a garantia da segurança das informações.

Qualquer oposição a esse projeto é tão e somente um ato de irresponsabilidade daqueles que não têm comprometimento com o futuro da empresa e defendem aporte de recursos do Governo Federal, medida impraticável no atual cenário econômico.

A parceria nasceu na área de novos negócios, alocada na área financeira, para garantir justamente a viabilidade econômico-financeira e, como consequência, lucratividade para a empresa.

Há projetos em soluções digitais que estão em andamento nos Correios há mais de dez anos e especificamente este do serviço postal eletrônico passou por um processo legítimo dentro da empresa, com participação de todas as áreas envolvidas, aproveitando iniciativas que estavam paradas, com avaliação de conformidade pelas áreas de Compliance, Auditoria, Governança, Comercial, de Canais, Tecnologia, Financeira, áreas de Negócio e da área responsável segundo suas atuais diretrizes, atingindo o atual estágio de conformidade e base de entendimento suficiente para prosseguir com o projeto e oferecê-lo ao mercado.

Quanto ao processo envolvendo a empresa Valid, vale esclarecer que o Ministério da Fazenda entendeu não ser o momento para se investir capital público em uma proposta, como à época se pretendia conduzir, de parceria societária com investimento dos Correios. Entre os anos de 2013 e 2017, tendo em vista o rápido avanço tecnológico, se tornou necessária uma atualização no formato, sendo una delas o não desembolso da empresa pública para o oferecimento do serviço, mas sim pelo parceiro privado.

Os serviços serão agregados aos Correios sem custo e a remuneração à contratada feita após a conquista de clientes e geração de receita.

A oferta dos serviços postais no âmbito digital é imprescindível para inserir os Correios em uma nova realidade global e todos os gestores deverão estar alinhados com a modernização de processos e a implementação de soluções para garantir amplo atendimento a todos os municípios brasileiros.

Não é o passado das pessoas citadas na reportagem que determina as ações frente à empresa, mas a necessidade de reerguê-la e enfrentar as mudanças impostas pela queda no fluxo postal (monopólio) que exigem soluções para um ambiente concorrencial.




CartaCapital





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Por Altamiro Borges

O deputado de extrema-direita Marco Feliciano (PSC-SP), que andava meio sumido desde que foi acusado em agosto de 2016 de tentativa de estupro por uma ex-assessora, voltou a berlinda nesta semana. O cantor e compositor Caetano Veloso ingressou com queixa-crime contra o “pastor” pelos crimes de injúria e difamação. O moralista sem moral insinuou que o artista é pedófilo, espalhando falsas notícias (fake news) nas redes sociais. Os advogados de músico entraram com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (11) em que pedem a punição do parlamentar.


Segundo nota do jornal O Globo, “a defesa argumenta que os ataques pessoais contra Caetano Veloso começaram após o cantor demonstrar apoio à performance que exibia nudez no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). No dia 14 de outubro deste ano, segundo a ação, Marco Feliciano fez pronunciamento em que fugiu do tema debatido - ‘a questão dos limites da liberdade e expressão na arte’ - e partiu para ataques pessoais contra o cantor. Em um vídeo publicado em suas páginas nas redes sociais, ele diz que os artistas que ‘estão em campanha pela exposição de sexo e nudez’ são ‘hipócritas e desonestos’, dignos de ‘piada’. No fim da publicação, Feliciano ainda questiona por que o Ministério Público Federal (MPF) não pede a prisão de Caetano Veloso”.

Os advogados de Caetano Veloso argumentam que as declarações do fascista devem ser enquadradas como injúria e difamação. “Ao dizer que o querelante merece ter a prisão requisitada pelo Ministério Público Federal porque estupro é crime, o querelado intenta, por óbvio, chamá-lo de estuprador. Apesar de a conduta que o deputado imputa ao querelante ser crime em nosso ordenamento, como não há uma narração fática nesse trecho, mas ‘somente’ a atribuição de defeitos hipotéticos, a conduta do parlamentar se amolda ao tipo penal da injúria”, afirma a peça de acusação contra Marco Feliciano, o “pastor” do preconceito e do ódio fascista.


Altamiro Borges





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Os escândalos da Globo não tem fim. Agora veio à tona que lobista da emissora voou nas asas da Força Área Brasileira (FAB).

Sim, a vetusta emissora dos Marinho. Sim, o lobista da TV Globo Paulo Tonet pegou carona no jato oficial da FAB.

Segundo a Folha, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), deu carona em voo oficial da Força Área Brasileira (FAB) para o lobista da Força Área Brasileira (FAB). Além de Kassab, outros ministros de Michel Temer (PMDB) compartilharam viagens com lobistas e parentes. Uma verdadeira farra aérea.


A legislação permite o uso de voos oficiais apenas para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas — ou em algum outro caso que exista autorização especial do ministro da Defesa. Não há menção no decreto 4.244/2002, que regula a questão, ao transporte de indivíduos sem cargo ou função pública.

Ao todo, 6 ministros utilizaram voos da FAB para transportar amigos, esposas ou lobistas.

Kassab voou com Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) por três vezes. Ele também viajou com Marcelo Rehder, diretor da empresa Ella Link, envolvido no projeto do futuro cabo submarino Brasil-Europa.

Já os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), e do Planejamento, Dyogo Oliveira (Planejamento), requisitaram um jatinho da FAB para ir ao evento do Lide em um resort de Foz do Iguaçu. Participaram da caravana, todos eles acompanhados de suas esposas, os seguintes políticos: o então ministro de Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer preso com uma mala de R$ 500 mil da JBS, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o relator da reforma da previdência, Arthur Maia (PPS-BA). Já o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra, viajou com uma assessora.

O grupo Lide é uma organização ligada à família do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Não se trata, porém, de um rompante contra o uso dos aviões da FAB. Muito menos uma censura pelo valor que a Globo deixou de pagar com o bilhete aéreo. O que choca nessa farra aérea é a promiscuidade entre o público e o privado, sobre o que se “acertou” durante esses voos. Kassab e Globo deveria ter um comportamento distinto, mas, em tempo de golpe, a bactéria conversa com a penicilina.

Com informações da agência Sputnik e Folha.

Blog do Esmael





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Três ou quatro décadas de doutrinação midiática por “polícia, mais polícia”.

Glamourização das tropas – de elite – na “guerra ao tráfico”.

Direitos – e respeito – humanos levado ao pior nível dos criminosos: a bala.


Não podia dar em outra coisa senão no que revela a reportagem de Carina Bacelar, em O Globo de hoje, sobre a “colônia de férias” onde, empresariados por oficiais da PM, casais com e sem filhos são levados a vivenciar a “experiência caveira”, com tiros de balas de tinta e gritos de guerra, num resort de Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, a mil reais por cabeça.

Um homem e uma mulher, na entrada do hotel Búzios Beach Resort, usam macacão, boné, coturno e têm o rosto pintado de preto. O macacão da jovem, também preto, tem generoso decote. Na frente deles, uma dupla de palhaços dá boas-vindas. Os bufões são totalmente ignorados por duas crianças, que chegam com os pais. Animadas, elas querem ficar ao lado do casal que faz cara de mau. Um homem, de camisa polo branca, aparece para fotografar e dirigir a cena:

— Range os dentes! — diz e emite um grunhido para não deixar dúvidas sobre o que espera dos “atores”.

Diante de outra leva de pequenos, ordena:

— Pulso cerrado!

O homem da polo branca é o porta-voz da PM do Rio, major Ivan Blaz. Poucas horas após dar entrevistas sobre um caminhão roubado à TV Globo, ele estava em Búzios, na sexta-feira, batendo fotos e recepcionando quem chegava ao Skull Experience (Experiência Caveira), uma espécie de “colônia de férias” de três dias cujo tema é o Batalhão de Operações Especiais (Bope), do qual fizeram parte Blaz e outro organizador do evento, Luciano Pedro.

A propaganda da violência virou um grande negócio, e não é só para Jair Bolsonaro.

O pesadelo fascista está impunemente instalado no meio de nós.

Tentamos, bos anos 80 e 90, afastar a polícia deste tipo de selvageria e tivemos, como paga, a cumplicidade da mídia que espalhava a versão de que “Brizola não deixava a polícia trabalhar”.

Não, assim não, não a deixava trabalhar assim, mesmo.


No Governo Brizola, os oficiais que promovem esta pataquada estariam presos, respondendo a inquérito administrativo, bem como estariam afastados os policiais que fizeram sorridente “selfies” com o traficante Rogério “157”, semana passada.

Mas agora, virou mesmo bagunça: há mais de um mês o Ministro da Justiça disse que os comandantes dos batalhões da PM eram “sócios do crime organizado” e está tudo por isso mesmo.

Mesmo o jornal que publica a matéria, na capa, trata como algo fútil, como se fossem “os caveiras de mentirinha”.

Não são. São pessoas que se brutalizam e que, amanhã, com as armas “de verdade” que energúmenos como Jair Bolsonaro querem liberar, estarão prontas a fazer sua “experiência caveira”, a pólvora e chumbo.

O fascismo está sendo inoculado em nossa classe média e não é “de mentirinha”.

TIJOLAÇO





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Trump e Jinping, em abril de 2017. Iniciativas chinesas questionam poder imperial americano

China investe suas reservas de dólares num projeto gigantesco de infraestrutura. EUA articulam, com a Índia e o Japão, uma resposta — mas podem ter chegado tarde demais…



Por Pepe Escobar | Tradução: Vila Vudu


No contexto do Novo Grande Jogo na Eurásia, as Novas Rotas da Seda, conhecidas como Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE) integram todos os instrumentos do poder nacional da China –político, econômico, diplomático, financeiro, intelectual e cultural– para modelar a ordem geopolítica/geoeconômica do século 21. ICE é o conceito que organiza a política externa da China para o futuro que se pode antever; o coração do qual foi posto em termos de conceito antes até do presidente Xi Jinping, como “a ascensão pacífica da China”.


A reação do governo Trump ao fôlego e aos objetivos da ICE foi, pode-se dizer, minimalista. Por hora, resume-se a uma mudança de terminologia, do que antes se conhecia como Pacífico Asiático, para o que hoje se conhece como “Indo-Pacífico”. O governo Obama, até a última visita do ex-presidente à Ásia, em setembro de 2016, sempre falou de Pacífico Asiático.

O Indo-Pacífico inclui o sul da Ásia e o Oceano Índico. Assim, de um ponto de vista norte-americano, implica elevar a Índia ao status de superpotência global ascendente capaz de “conter” a China.

O secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson não poderia ter dito em termos mais claros: “O centro de gravidade do mundo está mudando, para o coração do Indo-Pacífico. EUA e Índia – com nossos objetivos partilhados de paz, segurança, liberdade de navegação e uma arquitetura livre e aberta – devem servir como faróis oriental e ocidental do Indo-Pacífico. Como o porto e as luzes de estibordo entre os quais a região pode atingir sem maior e melhor potencial.”

Tentativas para pintá-la como “abordagem holística” podem mascarar uma clara mudança geopolítica de rumo, na qual “Indo-Pacífico” soa como remix “movimento de pivô para a Ásia”, de Obama, estendido à Índia.

Indo-Pacífico aplica-se diretamente ao trecho do Oceano Índico na Rota Marítima da Seda, o qual, como uma das principais rotas de conectividade da China, aparece com grande destaque na “globalização com características chinesas”. Tanto quanto Washington, Pequim é completamente favorável a livres mercados e acesso aberto às mercadorias. Mas isso não tem de implicar necessariamente que, de um ponto de vista chinês, uma rede institucional única, gigante e supervisionada pelos EUA.

“Eurasáfrica”

No que tenha a ver com Nova Delhi, abraçar o conceito de Indo-Pacífico implica assumir um risco de caminhar na corda bamba.

Ano passado, Índia e Paquistão foram incorporados como membros formais da Organização de Cooperação de Xangai, elemento chave da parceira estratégica Rússia-China.

Índia, China e Rússia são países BRICS; o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, com sede em Xangai, é indiano. A Índia é membro do Banco Asiático de Investimento e Infraestrutura liderado pela China. E até recentemente a Índia também participava da Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE.

As coisas começaram a se complicar, em maio passado, quando o primeiro-ministro Narendra Modi recusou-se a comparecer à reunião de cúpula da ICE em Pequim, por causa do Corredor Econômico China-Paquistão (CECP), entroncamento chave da ICE e que atravessa o Gilgit-Baltistão e a sensível região que o Paquistão define como Azad Caxemira e a Índia como a Caxemira ocupada pelo Paquistão.


Na sequência, numa reunião do Banco de Desenvolvimento da África em Gujarat, Nova Delhi apresentou-se o que pode ser definido como projeto rival da ICE: o Corredor para Crescimento Ásia-África (CCAA) – em parceria com o Japão. Esse CCAA não poderia ser mais “Indo-Pacífico”, e realmente demarca um Corredor Liberdade no Indo-Pacífico, pago pelo Japão e com o know-how da Índia sobre a África, capaz de rivalizar com – e o que seria? – a Iniciativa Cinturão Estrada.

Por enquanto, nada há além de um já confesso “documento de visão geral” partilhado por Modi e seu contraparte japonês Shinzo Abe para fazer várias coisas em tudo assemelhadas ao que faz a ICE, tipo desenvolver infraestruturas e conectividade digital de ponta.

E com o CCAA vem o Quadrilateral, que o Ministério de Relações Exteriores do Japão divulga como projeto de “uma ordem internacional livre e aberta, baseada no Estado de Direito no Indo-Pacífico.” Mais uma vez se opõe a “estabilidade da região do Indo-Pacífico” e o que Tóquio define como “a agressiva política exterior da China” e “beligerância no Mar do Sul da China”, que gera riscos contra o que a Marinha dos EUA define como “liberdade de navegação”.

Apesar de Xi e Abe terem comemorado um novo início das relações sino-japonesas, a realidade indica outra coisa. O Japão, invocando a ameaça que viria da República Popular Democrática da Coreia, mas, na verdade, temendo a rápida modernização militar da China, comprará mais armas dos EUA. Ao mesmo tempo, Nova Delhi e Canberra estão preocupadíssimas com o massacre econômico militar pelos chineses.

Essencialmente, o CCAA e o Quadrilateral conectam a Política Act East Policy da Índia, e a estratégia japonesa de Free and Open Indo-Pacífico. Se se leem esses dois documentos, não é exagero concluir que a estratégia indo-japonesa visa a constituir uma “Eurasáfrica”.

Na prática, à parte a expansão na África, Tóquio também visa a espalhar projetos de infraestrutura por todo o Sudeste da Ásia, em cooperação com a Índia – alguns que competem ou se sobrepõem à ICE. O Banco Asiático de Desenvolvimento, enquanto isso, pesquisa modelos alternativos de financiamento para projetos de infraestrutura externos à ICE.

No pé em que estão as coisas, o Quadrilateral é ainda obra em progresso, com seu foco na “estabilidade da região do Indo-Pacífico” apostando contra o desejo confesso de Pequim de criar uma “comunidade com futuro partilhado” no Pacífico Asiático. Há razões para que nos preocupemos com a evidência de que essa nova configuração possa realmente evoluir para clara e violenta polarização econômica/militar da Ásia.

Racha no coração dos BRICS

A Ásia precisa de estonteantes $1,7 trilhões por ano, para projetos de infraestrutura, segundo o Banco Asiático de Desenvolvimento. Em teoria, a Ásia como um todo tem muito a ganhar com essa chuva de projetos da ICE chinesa acrescida de mais projetos financiados pelo BDA e conectados ao CCAA.

Considerando o âmbito e o escopo extremamente ambiciosos de toda a estratégia, a ICE largou à frente e tem hoje considerável vantagem de partida. As vastas reservas de Pequim já estão orientadas para investir numa rede asiática gigante de infraestrutura, com o que exportam seu excedente de capacidade para construir e melhoram a conectividade em todo o mundo.

Diferente disso, Nova Delhi mal tem capacidade industrial para atender às necessidades da Índia. De fato, a Índia precisa muitíssimo de investimentos em infraestrutura; segundo extenso relatório, a Índia precisa de pelo menos $1,5 trilhão ao longo da próxima década. E para piorar, a Índia amarga um persistente déficit comercial com a China.

Sucesso tangível provável é o investimento indiano no porto de Chabahar no Irã, como parte de uma estratégia comercial afegã (vide a segunda parte do relatório).


Além dos projetos de energia/conectividade como o sistema nacional digital ID Aadhaar (1,18 bilhões de usuários) e investimentos numa série de usinas de energia solar, a Índia tem muito que andar. Segundo o recentemente publicado Índice Global da Fome [ing. Global Hunger Index (GHI)], a Índia está em 100º lugar dentre 119 countries pesquisados sobre fome infantil, considerados quatro indicadores: subnutrição, mortalidade infantil, crianças abandonadas e doenças infantis. A Índia está preocupantes sete pontos abaixo da Coreia do Norte. E só sete pontos acima do Afeganistão, o último da lista.

Nova Delhi não perderia se construísse projeto consciente para construir uma parceria de cooperação Índia-China, no quadro dos BRICS. Aí se inclui aceitar que os investimentos da ICE são úteis e essenciais para desenvolver a infraestrutura indiana. As portas continuam abertas. Todos os olhos estão postos nos dias 10-11 de dezembro, quando a Índia hospeda uma reunião trilateral Rússia-Índia-China – em nível ministerial.

Outras Palavras





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Ricardo Stuckert "Que esta pesquisa do Dieese sirva para enfrentar a violência simbólica que pesa contra aqueles que tiveram a coragem de lutar dignamente por um direito"

Uma pesquisa do Dieese mostra que a maioria dos sem-teto da ocupação em São Bernardo do Campo trabalha em funções vítimas da precarização


Como se não bastasse a violência de não ter acesso a direitos fundamentais, milhões de brasileiros sofrem ainda uma segunda violência quando se levantam para lutar por eles: o estigma.

No caso dos trabalhadores sem-teto, quando ocupam um espaço por completa falta de alternativa, são chamados de “vagabundos” que querem “levar vantagem” em vez de obter uma casa por seu trabalho.


Essa violência simbólica pressupõe a ideia de que quem trabalha pode morar dignamente e, portanto, quem ocupa não quer trabalhar.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos prestou um serviço inestimável para desmontar esse preconceito, por meio de uma pesquisa realizada com as famílias da Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo do Campo, cujos resultados foram apresentados na última semana.

Ao ouvir quem está por trás da lona, além de revelar que a ocupação retrata o abismo social brasileiro, a pesquisa demonstra o absurdo do estigma atribuído aos sem-teto. Vamos aos dados.
A maioria dos ocupantes são mulheres (53,4%) e negros (61,6%).

Mais de um terço estuda (35,5%) e a enorme maioria paga ou tenta pagar aluguel (69,3%). O que leva esse montante de indivíduos para a ocupação não é uma opção por facilidades, mas o fato de 78% dessas famílias receberem menos de um salário mínimo e meio, comprometendo grande parte do ordenado com o pagamento de aluguel.

Diferentemente de opinião difundida, a maioria das famílias pesquisadas é composta de três integrantes ou menos (70,2%) e somente uma minoria tem acesso ao Bolsa Família (30,7%).
Entre os pesquisados, 23,8% eram trabalhadores da indústria e 50,1% dos serviços.

Os sem-teto são diaristas, ajudantes gerais, auxiliares de limpeza, garçons, motoristas, auxiliares administrativos, operadores de máquinas, operadores de telemarketing, pedreiros, porteiros, vendedores ambulantes, cozinheiros e vigilantes, para citar as profissões principais identificadas pela pesquisa.

Todas essas categorias, que há anos sofrem com a precarização do trabalho, tiveram perdas com a recessão e o aumento do desemprego e enfrentarão dias ainda mais duros com a entrada em vigor da reforma trabalhista.

Talvez os dados mais fortes da pesquisa sejam a taxa de participação, número de ocupados ou em busca de trabalho, e de desemprego. A taxa de participação na Ocupação Povo Sem Medo é de 73,1%, consideravelmente acima da média da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), de 62,1%.


Ou seja, a enorme maioria dos ocupantes trabalha ou busca oportunidade de trabalho.
Por que então ocupam? A resposta vem no índice seguinte: a taxa de desemprego entre os ocupantes é de 41,8%, mais do que o dobro da média da RMSP (17,9%). Ali está, portanto, uma parcela dos trabalhadores que foram mais afetados pela recessão e a política criminosa de austeridade.

A instabilidade da situação de emprego e renda obviamente reflete-se na instabilidade das condições de moradia, não apenas para aqueles que hoje estão nas ocupações de terrenos e prédios, mas para a enorme maioria do povo brasileiro. Como pagar o aluguel se não há emprego? A escolha entre comer e morar é um dilema gritante para cada vez mais gente em nosso país.

O que os pesquisadores encontraram na Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo é um retrato do que é o Brasil e que insiste em desmentir o otimismo oficial. Um povo batalhador que se espreme para sobreviver com salários de fome.

Esse cenário agrava-se ainda com a queda do investimento público, que se expressa na redução drástica de praticamente todos os programas sociais, a começar pelo próprio Minha Casa Minha Vida.

Se olharmos adiante, o ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários anuncia um futuro sombrio para o povo brasileiro. Um presente de trabalho intermitente, quando tiver, um aluguel incerto em um barraco qualquer e um futuro sem aposentadoria para a enorme maioria dos trabalhadores.

Longe de ser uma opção “vitimista” daqueles que vivem do Bolsa Família, ocupar uma área abandonada, e, portanto, fora da lei, é uma necessidade de quem trabalha e vê a sua renda ser insuficiente até mesmo para assegurar um teto para a sua família.

Que esta pesquisa do Dieese sirva para enfrentar a violência simbólica que pesa contra aqueles que tiveram a coragem de lutar dignamente por um direito.




CartaCapital





Um blog de notícias e livraria

Por Altamiro Borges

A jornalista Eliane Cantanhêde, que mantém relações conjugais com o PSDB, deve estar muito triste e decepcionada. Em abril de 2010, quando os tucanos aprovaram o nome do cambaleante Aécio Neves para disputar a presidência da República, ela ficou eufórica e afirmou, em vídeo inesquecível, que o encontro da sigla reunia a “massa cheirosa”. Já neste sábado (9), a convenção que escolheu o “picolé de chuchu” Geraldo Alckmin para presidir a legenda transformou-se em uma verdadeira “convulsão”. Vaias, xingamentos, cadeiras voando, pancadaria. A “massa cheirosa” virou uma “massa fétida”, o que revela o atual estágio do partido que orquestrou o golpe dos corruptos, alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer e que agora está totalmente rachado e combalido.


O herói de Eliane Cantanhêde e de tantas outras celebridades midiáticas novamente foi a estrela do convescote. Segundo reportagem do Jornal do Brasil, Aécio Neves “recebeu uma longa vaia dos militantes do PSDB ao entrar no centro de convenções em Brasília. Ouvindo gritos de ‘fora!’, ele não foi chamado para se sentar à mesa montada no palco da convenção e permaneceu por menos de uma hora no mais importante evento do partido. Até esta manhã, Aécio Neves era presidente licenciado do partido. O senador mineiro havia sido avisado por correligionários de que haveria protestos contra ele no evento, mas, mesmo assim, decidiu comparecer. Em mensagem à imprensa, logo após a eleição de Alckmin, ele disse estar ‘muito feliz com a unidade que ajudou a construir no PSDB’”.

Apesar das incontáveis denúncias de corrupção que pesam contra o defecado ex-presidente do PSDB, ele ainda mantém a pose. No maior cinismo, afirma que está “muito feliz com a unidade que ajudou a construir” na desgastada sigla. Pura falsidade. Na prática, Aécio Neves virou pó, não aspira mais nada e assiste ao fim da carreira. O mesmo parece ocorrer com o “unido” PSDB, o partido da “massa fétida” e degradada. Geraldo Alckmin, o "Santo" das planilhas da Odebrecht, vai ter muito trabalho para reunificar e reerguer a legenda. As bicadas seguirão sangrentas no ninho tucano.





Altamiro Borges